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O que
vamos ler
O Diabo
dos Números, Hans Magnus Enzensberger
Roberto é um
menino de onze anos que não gosta de Matemática porque não a compreende. Até que, uma noite, começa a sonhar com um diabinho que se dispõe
a iniciá-lo na ciência dos números. Durante doze noites, Roberto vai
aprender os seus segredos e mistérios, numa divertida e instrutiva viagem.
Tudo se torna
tão interessante que Roberto quer saber cada vez mais. Descobre, então, que
o que há de diabólico nos números é o facto de serem tão simples e que o
zero foi o último número que os homens inventaram, o que não é de admirar,
pois ele é o mais refinado de todos.
Nos sonhos não
há expressões técnicas e o diabinho, neste livro maravilhoso, tem uma forma
muito própria de se expressar. |
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Breve
história de quase tudo,
Bill Bryson
Ao sobrevoar o
Pacífico, Bill Bryson deu-se conta de que não sabia absolutamente
nada sobre o único planeta em que alguma vez ia viver. Sentiu-se, então,
inesperadamente invadido pela vontade de se informar e dedicou 3 anos da sua
vida «a ler livros e revistas, e a procurar todo e qualquer especialista com
paciência de santo que estivesse disposto a responder a um sem-número de
perguntas extraordinariamente idiotas».
O resultado é um
livro brilhante, acessível, com uma linguagem clara e, simultaneamente,
divertido.
Vencedor do
prémio Aventis 2004 para a melhor obra de divulgação científica,
Breve
história de quase tudo
é, segundo o The Times, «Um verdadeiro diário da ciência, um guia
engenhoso com informação séria, cheio de delícias para partilhar com o
leitor». |
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Por favor,
não matem a cotovia,
Harper Lee
Neste romance,
publicado em 1961, Harper Lee baseia-se nas experiências da sua infância
enquanto filha de um advogado do Alabama para retratar o despertar moral de
duas crianças. Recordando as suas experiências sob uma perspectiva adulta,
Scout, de seis anos, descreve as circunstâncias que rodearam o seu pai na
defesa de Tom Robinson, um negro local falsamente acusado de ter violado uma
rapariga branca.
Por favor, não
matem a cotovia
é um romance inesquecível e profundamente comovente. |
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Mar me Quer,
Mia Couto
«Sou feliz só
por preguiça. A infelicidade dá uma trabalheira pior que doença...»
Assim começa
a história de Zeca Perpétuo, filho de Agualberto
Salvo-Erro, que se perde de amores por sua vizinha, Dona Luarmina:
«- Sabe o que
dava jeito? Era a gente os dois nos combinarmos, está a perceber, Dona Luarmina?
- Ajuíze-se,
Zeca.
- Faz conta
somos verbo e sujeito.
- Já conheço
essa sua gramática...»
Em
Mar me Quer
desfiam-se recordações antigas, desvendam-se segredos, contam-se histórias
embaladas pela cadência do mar, imersas no calor das terras de uma África
virada para o Índico. Mas aqui emerge também uma sabedoria antiga, pois, nas
palavras do avô Celestiano: «Lançamos o barco, sonhamos a viagem: quem viaja
é sempre o mar». |
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Mil
Novecentos e Oitenta e Quatro,
George Orwell
Esta obra aborda
as realidades e o terror do poder político num mundo uniformizado, onde a
finalidade da criação de uma nova língua é a destruição das palavras para se
restringir o alcance da consciência:
«Não vês que a
finalidade da novilíngua é precisamente restringir o campo do pensamento?
Acabaremos por fazer com que o crimepensar seja literalmente impossível,
pois não haverá palavras para o exprimir. Todos os conceitos de que possamos
ter necessidade serão expressos, cada um deles, exclusivamente por uma
palavra, de significação rigorosamente definida, sendo eliminados e votados
ao esquecimento todos os sentidos subsidiários. Na Décima Primeira Edição já
não estamos longe desse objectivo. Mas o processo continuará muito depois de
tu e eu termos morrido. Ano após ano, cada vez menos palavras, e o alcance
da consciência cada vez mais limitado. Mesmo hoje, como é evidente, não há
motivo ou desculpa para se cometer um crimepensar. Simples questão de
autodisciplina, de controlo da realidade. Mas no futuro nem mesmo isso será
necessário. A Revolução ficará completa quando a língua for perfeita. A
Novilíngua é o socing e o socing é a novilíngua. (...) Já alguma vez
pensaste, Winston, que no ano 2050, o mais tardar, não haverá um único ser
humano capaz de entender uma conversa como a que estamos a ter agora?»
Mil
Novecentos e Oitenta e Quatro
é apenas uma das melhores obras que o século XX produziu. 
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